No jornalismo não há fibrose

No jornalismo não há fibrose

Editora: Editora Cassará

Autor: Felipe Pena

Na teoria jurídica, a liberdade de imprensa está garantida na primeira emenda da constituição americana. No Brasil, conforme expresso pelo juiz Luis Gustavo Grandineti em sua tese de doutorado, o conceito refere-se a direito de informação e liberdade de expressão, que são sub-ramos do direito civil, com assento constitucional. Para ser mais específico, eles estão definidos no artigo quinto, incisos IV e IX da constituição brasileira. Tudo muito bonito, muito organizado, muito jurídico. Mas será que funciona? E se funciona, funciona pra quem? Esses direitos são utilizados com ética e responsabilidade? Que deveres estão atrelados a ele? Qual é o conceito de liberdade? Ela é um princípio absoluto? Qualquer tentativa de detê-la pode ser considerada como censura? E se eu usar a liberdade de opinião para ofender alguém? Afinal, como surgiu o conceito ao longo da história? Este livro não fala apenas de liberdade, mas o conceito é sua matéria-prima. Na verdade, trato das consequências de tal liberdade e meu foco está nos deveres que vêm com ela. Mas também escrevo sobre as variações do jornalismo na atualidade, sobre as interseções com outras disciplinas (como a psicanálise e a literatura, por exemplo) e sobre as mudanças na carreira dos profissionais da imprensa, além de algumas análises históricas e filosóficas.